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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Uma forma fácil de analisar balanços

Num primeiro momento, a análise fundamentalista pode ser algo extremamente complicado. Mas, compreender e interpretar os principais dados das empresas pode ser uma tarefa bem mais fácil do que parece. Neste vídeo gravado pelo Bastter, o pequeno investidor pode entender o que deve ser analisado para separar boas empresas de empresas ruins. Bom proveito!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Você é trader mesmo ou está só se enganando?

Para quem deseja entrar no mercado de ações ou se especializar como trader, recomendo que assista esse vídeo apresentado pelo Bastter, que é muito prático e objetivo. Aqui é possível entender que o seu objetivo na bolsa de valores deve ser o de acumular patrimônio / capital e, quem tenta vencer o mercado, tem uma grande chance de alcançar mais prejuízos do que lucros.


Consumo consciente

Neste final de ano, com o Natal chegando e após a notícia anunciada pelo governo ontem voltada ao incentivo do consumo, muitas pessoas sairão às compras aproveitando para gastar o 13o salário. Nada contra o consumo, desde que ele seja consciente e que não seja baseado em dívidas. Ouça o comentário de Mauro Halfeld para a Rádio CBN no dia 18/11/11. Aposto que há muita gente agindo como esse amigo citado por ele.


http://glo.bo/rPYz9s

domingo, 28 de agosto de 2011

O que são dividendos?

As ações defensivas, aquelas que variam pouco em relação ao Ibovespa e, portanto, possuem uma volatilidade menor, também costumam pagar bons dividendos.


Um dividendo é uma parcela do lucro da empresa que é pago ao acionista. É isso mesmo, você recebe um pouco do lucro da empresa da qual é acionista.


No Brasil, as empresas são obrigadas a pagar, no mínimo, 25% do lucro aos acionistas na forma de dividendos. Além de receber uma renda extra, a outra boa notícia é que os dividendos são isentos do imposto de renda.


Quando você recebe dividendos e os reinveste comprando mais ações, os juros compostos trabalham a seu favor ao longo do tempo. Com o passar dos anos, sua carteira de ações pode crescer algumas vezes e, com isso, seu patrimônio torna-se cada vez maior.


Para entender o que são e como se beneficiar dos dividendos, assista a esse vídeo postado pelo Bastter.


http://bit.ly/nhuGV5

domingo, 21 de agosto de 2011

Curso de Introdução às Opções

No site da Bovespa você pode encontrar um curso grátis de introdução ao mercado de opções. Veja o texto inicial abaixo:

"O Mercado de Opções é o mercado em que são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com preços e prazos de exercício preestabelecidos.
Esse mercado foi criado com o objetivo básico de oferecer um mecanismo de proteção ao mercado de ações contra possíveis perdas. Uma vez que os preços e retornos dos instrumentos financeiros estão sujeitos a flutuações imprevisíveis, as opções podem ser usadas para adaptar o risco às expectativas e metas do investidor. Os participantes do mercado que usam opções para limitar os riscos de oscilação de preços (operações de "hedge") são conhecidos como "hedgers".
Entretanto, o mercado também precisa de participantes que estejam dispostos a assumir o risco: estes são chamados "especuladores".
As opções permitem que o investidor "alavanque" sua posição, aumentando o retorno potencial sobre um investimento sem aumentar o montante do capital investido, pois o capital investido inicialmente para comprar uma opção é relativamente pequeno em comparação com o ganho."
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/cursos/curso-basico/fra_cur_opcoes.htm


Mas se você realmente desejar entender o que são opções, assista o vídeo abaixo no qual, Luiz Fernando Roxo, explica de maneira bastante clara e didática os conceitos essenciais do mercado de opções.


Análise Técnica não prevê o futuro!

A análise técnica, ou análise gráfica, utiliza os gráficos de preços para identificar o melhor momento de compra e venda de ações (ativos). Suas ferramentas são aplicadas para conhecer os movimentos dos preços e identificar padrões recorrentes. A análise técnica não é uma ciência exata. O que investidor técnico busca ao analisar gráficos e indicadores é aumentar as probabilidades de acertos dos movimentos dos preços a seu favor. Mas esta "ferramenta" não deve ser usada para prever o futuro!


No vídeo abaixo, Marício Hissa (Bastter), fornece uma ótima explicação de como se utilizar a análise técnica da maneira séria, não como "uma bola de cristal".


http://www.youtube.com/watch?v=tDi4-DhOJOE&feature=fvsr

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quer investir na bolsa? Em primeiro lugar, não perca dinheiro!

Em o Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, Jason Zweig nos explica qual é o efeito de um prejuízo em um portfólio de investimentos em ações (cap.20, p.568 e 569).


"O que é risco?
Você obterá respostas diferentes dependendo de quando e para quem você pergunte. Em 1999, risco não significava perder dinheiro; significa ganhar menos dinheiro do que os outros. Muitas pessoas temiam encontrar alguém em um churrasco que estivesse enriquecendo mais rapidamente do que elas ao fazer daytrades de ações ponto-com.
Então, de repente, em 2003, o risco tinha passado a significar que o mercado acionário poderia continuar a cair até que destruísse quaisquer resquícios de riqueza que você ainda conservasse.
Suponhamos que você encontre uma ação que você acredita poder crescer a 10% ao ano, mesmo que o mercado cresça apenas 5% ao ano. Infelizmente, você fica tão entusiasmado que paga um preço alto demais e a ação perde 50% de seu valor no primeiro ano. Mesmo que a ação gere o dobro do retorno do mercado daí em diante, você levará mais de 16 anos para superar o mercado, simplesmente porque pagou demais e perdeu demais no começo.
Perder algum dinheiro é inerente ao investimento e não há nada que você possa fazer para evitar isso. No entanto, para ser um investidor inteligente, você deve assumir a responsabilidade de garantir que nunca perderá a maioria do seu dinheiro ou todo ele."

Por que uma empresa apresenta lucro e o preço de sua ação cai?

Em O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham (p.317), Jason Zweig explica de forma muito clara porque o preço de uma ação pode cair mesmo quando a empresa apresenta um bom lucro.


"Quanto maior a taxa de crescimento projetada e maior o período futuro ao longo do qual ela é projetada, mais sensível a previsão se torna ao menor erro. Se, por exemplo, você estima que uma empresa que lucra $1 por ação pode aumentar esse lucro em 15% ao ano ao longo dos próximos 15 anos, seus lucros terminariam em $8,14.
Se o mercado avalia a empresa em 35 vezes os lucros, a ação terminaria o período a aproximadamente $285. Porém, se os lucros crescerem a 14% em vez de 15%, a empresa ganharia $7,14 ao final do período e, chocados com esse desempenho abaixo do previsto, os investidores não mais estariam dispostos a pagar 35 vezes os lucros. A, digamos, vinte vezes os lucros, a ação terminaria valendo cerca de $140, ou um preço mais do que 50% inferior.
Por causa da aparente precisão trazida pela matemática avançada ao processo inerentemente complicado de prever o futuro, os investidores devem ser altamente céticos com relação a qualquer um que diga que possui uma solução computadorizada complexa para problemas financeiros básicos.
Conforme Graham diz: Em 44 anos de experiência e estudos em Wall Street, nunca vi cálculos confiáveis feitos a respeito do valor de ações ordinárias ou das políticas de investimento afins que fossem além da aritmética simples ou da álgebra mais elementar. Quando o cálculo ou a álgebra mais elevada são introduzidos, você poderá considerá-los como um aviso de que o operador está tentando substituir experiência por teoria e, em geral, também dar à especulação uma fachada enganosamente disfarçada de investimento."

domingo, 3 de julho de 2011

Curso de Análise Técnica

Como eu já havia comentado, está pronto o curso totalmente online de Análise Técnica para Traders Iniciantes ou Investidores Iniciantes. O acesso pode ser feito pelo endereço abaixo:


www.pratiquefinancas.com.br


O curso tem os objetivos de demonstrar ao aluno como identificar oportunidades de compra e venda de ações, definir estratégias, proteger seu capital e compreender os movimentos do mercado através dos gráficos de preços. Está dividido em 10 partes:


1. Introdução
2. Por que investir?
3. O que é análise técnica
4. Tipos de gráficos
5. Padrões de candlestick
6. Suportes e resistências
7. Figuras nos gráficos
8. Indicadores técnicos e osciladores
9. Estratégia operacional e gestão de risco
10. Por onde começar?


O nosso compromisso é apresentar a análise técnica de uma maneira simples em uma seqüência lógica e destacar o que é relevante com ilustrações e dados reais de ações do IBOVESPA.
Vale a pena conferir !

Ferramenta de Análise Gráfica

Recentemente recebi o link de uma excelente ferramenta de Análise Gráfica chamada Invest Charts. Roda em vários browsers, possui boas funcionalidades, é bastante fácil de usar e tem um preço acessível ao trader iniciante / investidor iniciante:
  • Módulo Base de Dados (15 anos) por R$ 25,00 / mês
  • Módulo Bovespa Tempo Real por R$ 50,00 / mês
Quem desejar saber mais, acesse o link abaixo. Boa sorte!


www.investcharts.com
"InvestCharts é uma plataforma gráfica para visualização de gráficos e cotações do mercado financeiro, que poderá ser acessada via web de qualquer browser. Nosso objetivo é oferecer uma ferramenta de qualidade e fácil de usar."

domingo, 19 de junho de 2011

Cresce o número de milionários no país

No Brasil, mais de 6,2 mil felizardos entraram o grupo dos milionários em 2010. Ao todo, o país tem mais de 63 mil brasileiros com mais de R$ 1 milhão depositados no banco.


http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/02/cresce-numero-de-milionarios-no-pais.html


Edição do dia 08/02/2011 apresentada no Jornal da Globo

terça-feira, 14 de junho de 2011

8 formas de ajudar seu filho a ficar rico

Matéria da Exame publicada em 13/06/11


Saiba como gastar tempo e dinheiro em coisas que realmente abrirão portas para ele no futuro


São Paulo - Todo mundo já sabe que ficar rico não é fácil, mas planejar o futuro financeiro e tomar decisões com muita antecedência é sempre a forma mais fácil de atingir seus objetivos. Veja abaixo oito formas de começar a preparar seu filho desde já para que ele possa desfrutar uma vida financeiramente confortável no futuro:


1.Não eduque demais os filhos


Fazer um mestrado ou um doutorado costuma ser caro e demorado. Isso pode até soar como heresia para muita gente, mas nem sempre o investimento vai valer a pena. No livro "Pai Rico, Pai Pobre", um dos maiores best-sellers de finanças pessoais da história, os autores Robert Kiyosaki e Sharon Lechter defendem que o caminho mais curto para ficar rico é procurar acumular, o quanto antes, ativos que gerem renda e permitam conquistar a independência financeira. Eles qualificam de "corrida dos ratos" a busca constante por qualificações e títulos em escolas renomadas para conseguir melhores empregos. Do ponto de vista financeiro, dizem, faz muito mais sentido ensinar os filhos a farejar oportunidades nos mercados imobiliário e acionário que possam levar a ganhos maiores e mais rápidos. Em entrevista a Forbes.com, o economista Laurence Kotlikoff, da universidade de Boston, ilustrou essa mesma teoria de outra maneira. Ele afirma que, nos Estados Unidos, o ganho médio de pessoas graduadas em pedagogia ou psicologia não chega à metade do salário de um encanador. Outra vantagem do encanador é a de poder começar a trabalhar e ganhar dinheiro bem mais cedo do que alguém que precisa esperar até a conclusão de um curso superior. Kotlikoff não quer dizer que um diploma universitário ou uma pós-graduação não sejam importantes para ninguém. Mas ele aconselha o investimento na carreira acadêmica a quem adora livros. Quem sonha em ganhar um bom dinheiro precisa adquirir conhecimentos que valham dinheiro no mercado.


2.Não se endivide para pagar uma faculdade cara demais


Laurence Kotlikoff, da universidade de Boston, também aconselha as pessoas a não se endividar para dar ao filho um curso de graduação em uma faculdade renomada. Há diversas faculdades no Brasil que chegam a cobrar mensalidades que somam 30.000 reais ou mais por ano de seus alunos. A dívida acumulada, seja por meio de empréstimos bancários ou pelo programa governamental de financiamento educacional Fies, poderá superar facilmente os 100.000 reais ao término da graduação. O governo brasileiro oferece duas oportunidades para os jovens estudarem de graça: as universidades públicas e as bolsas do ProUni. Se nenhuma das duas possibilidades estiverem ao alcance dele, não se desespere. Para Kotlikoff, é melhor fazer uma faculdade mais barata do que chegar ao mercado de trabalho bastante endividado. Afinal, diz o professor, talento e ambição são muito mais importantes para alguém ganhar dinheiro do que a escola onde ele estudou.


3.Dê incentivos financeiros para seu filho tentar ganhar mais dinheiro


Não é fácil começar uma carreira, seja ela qual for. Quem acaba de entrar no mercado de trabalho geralmente não possui qualificações suficientes para ganhar muito dinheiro ou executar tarefas desafiantes. É natural, portanto, que seu filho fique desanimado com os primeiros anos de carreira. Uma forma de convencê-lo a continuar em busca de progresso profissional é dar incentivos financeiros que lhe motivem a buscar maiores rendimentos no futuro. A forma certa de fazer isso é depositar em uma conta que ele não possa movimentar uma quantidade de dinheiro proporcional a seus ganhos. Então, se ele ganha 2.000 reais por mês, você pode complementar a renda em mais 1.000 reais. Quando ele ganhar um aumento, também deposite mais dinheiro para ele. Só permita resgates nessa conta para a realização de sonhos importantes. Essa estratégia gera três benefícios: 1) mantém seu filho mais motivado com o trabalho; 2) cria uma reserva de emergência para ele; e 3) permite ganhos representativos no futuro com o recebimento de juros sobre juros.


4.Ensine seu filho a cuidar do próprio dinheiro desde cedo


A maioria das pessoas costuma dar pequenas quantias de dinheiro aos filhos para que eles comprem um ingresso de cinema ou um lanche na escola. Ao invés de fazer isso, dê somas maiores de dinheiro uma única vez por mês e deixe ele decidir se vai gastar com uma roupa nova, uma viagem ou saindo à noite. Se ele gastar tudo em uma semana, não sinta culpa em dizer "não" quando ele lhe pedir mais dinheiro. Isso vai ensiná-lo a evitar desperdícios e a gastar com coisas que realmente valem a pena. No futuro, quando ele sair de casa para estudar em uma faculdade, dificilmente vai lhe telefonar para dizer que ficou sem dinheiro e que precisa de ajuda.


5.Presenteie seu filho com ações


O educador financeiro Mauro Calil é um dos maiores entusiastas da ideia de formar uma poupança para o filho com ações quando ele ainda é muito jovem. Diversos estudos mostram que, no longo prazo, a bolsa costuma dar retornos bem superiores à renda fixa. Ainda que isso nem sempre seja verdade, no longo prazo sempre haverá algum momento de alta no mercado em que será possível vender papéis de empresas sólidas com um bom lucro. Mantidas sob sua própria custódia, essas ações poderão garantir a seus filhos conquistas importantes, como estudos em uma boa faculdade, a compra da casa própria ou a possibilidade de abrir um negócio. Também vai ensinar a seu filho a importância de poupar no longo prazo e procurar aplicações financeiras de maior rentabilidade como a bolsa. Se os juros continuarem em queda no Brasil como se espera, provavelmente seu filho não terá a mesma chance de obter bons ganhos com investimentos de renda fixa como as gerações atuais.


6.Alerte seu filho sobre os riscos do cartão de crédito


Quando bem-utilizados, os cartões de crédito permitem adiar pagamentos por algumas semanas e ganhar prêmios pela fidelidade a determinadas empresas. O problema é que, no Brasil, o consumidor só é obrigado a pagar 15% da fatura mensal do cartão e pode financiar a amortização do restante tomando o chamado crédito rotativo. O que parece uma facilidade, entretanto, representa uma grande armadilha. Os juros médios cobrados pelas empresas de cartão são absurdos e chegam a 11% ao mês. Alguém que tem uma dívida de 10.000 reais no cartão e decide parcelá-la em 12 vezes terá de desembolsar 18.480 reais para quitar suas obrigações com o banco. A "armadilha", portanto, terá custado 8.480 reais a seu filho. Não deixe ele cair nessa.


7.Ajude seu filho a comprar uma casa


Quando seu filho começar a trabalhar, provavelmente logo vai perceber como é difícil comprar um imóvel. Os preços das residências deram um salto no Brasil nos últimos anos, principalmente em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Apartamentos novos de 100 metros quadrados chegam a custar mais de 1 milhão de reais em bairros nobres dessas cidades. Se você tiver condições de fazer isso, é uma boa ideia pagar a entrada do imóvel e dar ao seu filho a chance de comprá-lo o mais cedo possível. Há diversas razões para isso. Ele usará parte do salário para pagar as prestações de um bem que um dia será dele ao invés de encher os bolsos de outra pessoa pagando as parcelas mensais de uma residência alugada. Seu filho também estará protegido caso o mercado imobiliário brasileiro continue em alta. Presenteá-lo em vida também é uma forma de fugir dos custos de transmissão de herança, como inventário e impostos. Por último, se ele tiver comprado um imóvel de até 500.000 reais, poderá, durante a vida economicamente ativa, usar o FGTS a cada três anos para abater o saldo devedor do financiamento imobiliário ao invés de deixar o dinheiro depositado num fundo que rende só TR (taxa referencial) mais 3% ao ano.


8.Se for dono de empresa, empregue seu filho


Muita gente tem pudor de empregar parentes na própria empresa, mas essa não é a decisão mais inteligente. Trazer seu filho para a empresa lhe dará a oportunidade de ensiná-lo a trabalhar duro e a entender o mundo dos negócios. Se um dia ele assumir o comando da companhia, provavelmente estará mais bem-preparado para a função. A experiência terá sido importante mesmo que, no futuro, ele decida seguir outra carreira. Seu filho já estará acostumado ao dia a dia de uma empresa, o que lhe dará uma vantagem competitiva em relação a outras pessoas que nunca trabalharam. Só tome cuidado para não deixá-lo mal-acostumado. De preferência, pague a ele salários compatíveis com a função e cobre o mesmo desempenho alcançado por outros funcionários.


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/8-formas-de-ajudar-seu-filho-a-ficar-rico?page=3&slug_name=8-formas-de-ajudar-seu-filho-a-ficar-rico

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um meio ou uma desculpa

O texto abaixo é muito bom e vale a pena compartilhar com os seguidores deste blog.


“Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos, pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá de estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tira ninguém de onde está. Em verdade, a ilusão é o combustível dos perdedores, pois:
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.”
Autor desconhecido.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Indicadores fundamentalistas: Indicadores de Mercado

Complementando o estudo inicial dos indicadores fundamentalistas, é importante que o trader iniciante ou investidor iniciante conheça alguns dos principais indicadores de mercado. O texto abaixo foi extraído do livro Avaliando Empresas Investindo em Ações dos autores Carlos Alberto Debastiani e Felipe Augusto Russo.


"Relação Preço/Lucro (P/L)
Este é um dos indicadores preferidos pelos investidores essencialmente fundamentalistas. Sua fórmula de cálculo é: P/L = Cotação da Ação / Lucro por Ação (LPA). O P/L indica o tempo de retorno do investimento em anos. Quanto menor for o P/L, melhor.
Uma redução contínua do P/L, trimestre após trimestre, principalmente se for acompanhada por um aumento do Lucro Líquido da empresa, indica que a quantidade de anos necessários para prover o retorno do investimento está decrescendo, o que torna a ação atrativa para aquisição.
Um P/L baixo também indica que ação está barata. Entretanto, o preço baixo só deve motivar a compra se outros fatores de cunho fundamentalista apontarem a existência de potencial de valorização, caso contrário só estará indicando que o mercado perdeu interesse pelo papel.
Relação Preço/Valor Patrimonial (P/VP)
Este indicador utiliza um outro indicador já estudado (o VPA) em sua fórmula. É calculado conforme segue: P/VP = Cotação da Ação / Valor Patrimonial da Ação (VPA).
O P/VP representa, quantitativamente, o ágio ou deságio que o mercado está disposto a pagar pela ação. Se uma ação é negociada a R$ 75,00 e seu valor contábil é de R$ 50,00, P/VP dessa ação é 1,5. Se ao contrário, uma ação cujo valor contábil é de R$ 40,00 for negociada a R$ 30,00, seu P/VP será de 0,75, significando que o mercado só aceita pagar por ela 75% de seu valor real.
A situação ideal para esse indicador é que seu valor seja maior que 1, denunciando a existência do ágio nas negociações. Porém, um P/VP muito elevado pode representar risco ao investimento, indicando valorização especulativa sem amparo nos fundamentos da empresa.
Pay-Out
Na fórmula de cálculo desse indicador, utiliza-se um outro: o LPA. O Pay-Out é calculado pela seguinte fórmula: Pay-Out = (Valor dos Dividendos / LPA) x 100.
O Pay-Out é expresso na forma de um percentual que demonstra quanto do LPA está sendo distribuído aos acionistas na forma de dividendos. A legislação que rege as companhias de capital aberto exige a distribuição de 25% do Lucro Líquido, no mínimo.
Se uma empresa teve lucro de R$ 1,00 por ação e pagou R$ 0,30 de dividendos, seu Pay-Out foi 30%.
Dividend Yield
Este é um dos indicadores favoritos dos investidores que compram ações para receber seus dividendos. Sua fórmula de cálculo é DY = (Valor dos Dividendos / Cotação da Ação) x 100.
A ideia por trás desse indicador é demonstrar, de forma percentual, quanto do valor de mercado da ação está sendo distribuído aos acionistas na forma de dividendos. Por exemplo, se uma ação custa R$ 10,00 e a empresa pagou R$ 1,50 de dividendos, seu DY foi 15%.
Empresas que sistematicamente mantém uma política de alto DY possuem menor volatilidade em seus papéis. Em momentos de crise, podemos dizer que as ações ações com alto DY são as ações de renda fixa do mercado."

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O que fazer para conseguir chegar ao primeiro R$ 1 milhão ?

Ouça o comentário de Mauro Halfeld para a Rádio CBN no dia 15/04/2011.
Vale a pena para quem deseja montar uma estratégia para alcançar o primeiro milhão de reais. Acesse o link abaixo:


http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/2011/04/15/O-QUE-FAZER-PARA-CONSEGUIR-CHEGAR-AO-PRIMEIRO-R-1-MILHAO.htm


Para o trader iniciante ou investidor iniciante que desejar informações adicionais, acesse neste blog a postagem "Como montar um plano de investimento" do dia 08/03/2011.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Indicadores fundamentalistas: Indicadores de Balanço

Hoje vamos conhecer alguns dos principais indicadores da análise fundamentalista. Há dois tipos: indicadores de balanço e indicadores de mercado. Nesta postagem vamos conhecer alguns dos principais indicadores de balanço. O texto abaixo foi extraído do livro Avaliando Empresas Investindo em Ações dos autores Carlos Alberto Debastiani e Felipe Augusto Russo.


"Liquidez Corrente (LC)
LC = Ativo Circulante / Passivo Circulante
Representa quanto a empresa possui em relação a cada unidade monetária que deve no mesmo período. Por exemplo, se a LC for igual a 0,80 significa que para cada R$ 1,00 de dívida a empresa já possui R$ 0,80. O valor ideal para esse indicador é que seja sempre maior do que 1. Quanto maior for o seu valor, melhor, pois isso indica que a empresa possui capacidade para pagamento de suas dívidas e disponibilidade financeira que lhe confere mais "jogo de cintura".
Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido (RPL)
RPL = Lucro Líquido / Patrimônio Líquido
Representa a taxa de retorno dos acionistas no período de apuração. Mede a performance de geração de lucro que a empresa consegue produzir com capital próprio. Quanto maior for o valor desse indicador, melhor, pois demonstra que a empresa necessita de um patrimônio menor para produzir mais lucro. É um forte indicador de crescimento da empresa.
Grau de Endividamento (GE)
GE = Passivo Exigível de Longo Prazo / Ativo Total (Circulante + Imobilizado + Realizável de Longo Prazo)
Este indicador mostra que proporção do Ativo Total da empresa está sendo financiada pelos credores de longo prazo. É interessante que esse indicador tenha o menor valor possível. É desejável, até mesmo, que decresça em relação a períodos anteriores, mostrando que a empresa está cada vez menos dependente do recurso de terceiros para financiar as próprias atividades.
Margem Líquida (ML)
ML = Lucro Líquido / Vendas Líquidas
Demonstra o quanto das vendas líquidas permaneceu na empresa na forma de lucro líquido. É um ótimo indicador para comparar empresas do mesmo setor.
Lucro por Ação (LPA)
LPA = Lucro Líquido / Quantidade de Ações
Com base nesse indicador, o investidor pode apurar se o lucro gerado para cada uma de suas ações está diminuindo ou aumentando.
Valor Patrimonial por Ação (VPA)
VPA: Patrimônio Líquido / Quantidade de Ações
Representa o valor contábil de cada ação, ou seja, seu valor intrínseco, real. Podemos notar que muitas ações são negociadas acima de seu VPA, o que indica que o mercado acredita no potencial da empresa, de forma que aceita pagar ágio sobre seu valor contábil. Quando observamos ações abaixo de seu valor patrimonial, temos a indicação de que o mercado não acredita nessa empresa nem em seu potencial de crescimento."

sábado, 19 de março de 2011

Balanço patrimonial - conceitos básicos

A análise de investimentos em ações pode ser feita com base em duas escolas: Técnica e Fundamentalista. Já estudamos o básico da análise técnica ou análise gráfica. Agora vamos estudar o básico da análise fundamentalista. O texto abaixo foi extraído do livro Avaliando Empresas, Investindo em Ações, dos autores Carlos Alberto Debastiani e Felipe Augusto Russo. Quem desejar conhecer um pouco mais deste livro vá até a página "minha biblioteca" no topo do blog.


"A análise fundamentalista vê o mercado de ações (e a valorização ou não de seus ativos) como o resultado da atividade econômica desenvolvida por uma empresa. Sob o ponto de vista do pensamento fundamentalista, uma ação tornar-se-á interessante e será valorizada pelo mercado se a empresa - da qual ela representa uma pequena fração - também apresentar boas perspectivas com relação ao futuro.


O balanço de uma empresa é o meio formal pelo qual a alta administração presta contas de seu desempenho aos acionistas e ao mercado, expondo nele um resumo sobre todos os negócios efetuados, as despesas envolvidas na atividade, impostos e encargos que incidiram sobre elas e foram pagos, além do lucro obtido no exercício de sua atividade.


De forma genérica podemos dizer que o balanço patrimonial é um conjunto de documentos em que ficam registrados os bens, direitos e obrigações da empresa num determinado momento, onde são representados em padrões contábeis.


ATIVO - onde são lançados todos os bens e direitos da empresa; conforme sua natureza pode ser dividido em:


Ativo Circulante - onde estão contabilizadas todas as disponibilidades da empresa:
  • caixa e valores depositados em bancos
  • aplicações financeiras de curto prazo
  • contas a receber (no prazo de 1 ano)
  • estoques
Ativo Realizável a Longo Prazo - são as disponibilidades da empresa que só se realizarão depois de 1 ano da data de publicação do balanço:
  • vendas com prazo superior a 1 ano
  • empréstimos concedidos a empresa do mesmo grupo
  • depósitos judiciais
  • contratos sazonais de exportação
Ativo Imobilizado - bens e direitos de propriedade da empresa destinados à operação da companhia e que não têm grande liquidez:
  • fábricas
  • escritórios e imóveis
  • instalações e equipamentos
  • instrumentos e máquinas usadas na produção
  • automóveis, tratores, empilhadeiras, aviões, navios etc.


PASSIVO - onde são lançados todos os compromissos e obrigações da empresa. De forma análoga ao Ativo, em razão de sua natureza, pode ser classificado como:


Passivo Circulante - onde são contabilizadas todas as obrigações de curto prazo de curto prazo da empresa:
  • salários
  • impostos
  • pagamentos a fornecedores
  • empréstimos e encargos em instituições financeiras
Passivo Exigível de Longo Prazo - são as obrigações da empresa que possuem prazo superior a 1 ano:
  • empréstimos negociados no longo prazo
  • depósitos judiciais
  • pagamentos a fornecedores em compras negociadas no longo prazo


PATRIMÔNIO LÍQUIDO - representa o capital próprio da empresa, ou seja, a diferença entre ativos e passivos, basicamente composto de:
  • capital próprio
  • reservas de capital
  • lucros ou prejuízos acumulados
  • reservas para proventos não distribuídos"


Veja abaixo um exemplo de um balanço patrimonial simples.



terça-feira, 8 de março de 2011

Como montar um plano de investimento

Muitas pessoas desejam investir e acham que basta apenas aplicar na poupança ou em outro tipo de renda fixa. Ainda que isso seja melhor que não ter qualquer tipo de investimento, está longe de ser um plano estruturado que resultará no alcance de objetivos específicos. Vamos aplicar um exemplo à figura abaixo, lembrando que para fins didáticos não foi considerado o efeito da inflação.




Seu Objetivo
Alcançar R$ 1.000.000,00 em 20 anos.


Seu Orçamento
Após elaborar um orçamento pessoal você conclui que pode alocar R$ 1.000,00 por mês para os seus investimentos. Caso você deseje mais detalhes sobre o ciclo financeiro, vá até a página "Início" no topo deste blog.


Plano Estratégico
Investir 50% em ações e 50% em renda fixa e efetuar uma recomposição ao final de cada ano (esse método de balanceamento foi desenvolvido por Benjamin Graham). Por exemplo, se o peso de seus investimentos estiver em 60% em ações e 40% em renda fixa, venda 10% da carteira de ações e invista na renda fixa voltando à proporção de 50% em ações e 50% em renda fixa. Com esse procedimento você venderá parte das ações na alta e comprará novas ações na baixa. Acredite: funciona muito bem.


Plano Tático
Dos 50% em ações (taxa anual esperada de 16%)
  • PETR4 20% (Petrobrás)
  • VALE5 20% (Vale)
  • ELPL4 10% (Eletropaulo)
  • Reinvestir todos os dividendos recebidos na compra de mais ações. Com o passar do tempo, você terá mais ações e receberá mais dividendos criando uma "bola de neve".
Dos 50% em renda fixa
  • CDB 25% (taxa anual esperada de 9%)
  • Títulos do Tesouro 25% (taxa anual esperada de 10%)


Plano Operacional
Ações - Prazo Operacional: Buy & Hold
  • Utilizar gráfico semanal. Comprar quando o MACD (moving average convergence divergence) e a MME21 (média móvel exponencial de 21 períodos) estiverem altistas com os preços sempre próximos da MME21. Quem não souber o que são estes indicadores (MACD e médias móveis) procure neste blog a postagem do dia 15/02/11 cujo título é "Indicadores da análise técnica".
  • Adotar a mesma regra de recomposição da carteira, mas neste caso, a cada 6 meses. Por exemplo, se o peso das ações estiver em PETR4 10% + VALE5 30% + ELPL6 10%, venda 10% da VALE5 compre PETR4. 
Renda Fixa
  • Alocar mensalmente o montante estabelecido em CDB e em Títulos do Tesouro.
Gerenciamento
  • A partir deste ponto basta apenas gerenciar o seu plano de investimento. Se você desejar, faça um gerenciamento mensal.


Este é um exemplo relativamente simples de como montar um plano de investimento. Você pode elaborar o seu conforme suas possibilidades e perfil. O importante é que você tenha uma política de investimentos escrita. Pense que você é uma empresa e, desta forma, tudo precisa ser mais profissional e estruturado para que seja possível prestar contas ao principal acionista: VOCÊ !!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Prazos operacionais

A escolha do prazo operacional é uma questão fundamental a ser respondida pelo trader iniciante antes de investir na bolsa de valores. Usualmente existem quatro prazos nos quais você pode operar. Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Você precisa conhecer as diferenças para escolher o seu caminho. Para facilitar a sua análise, montei um quadro comparando os quatro prazos operacionais com as principais características: capital, ganho percentual, risco, stress, tempo de dedicação, despesas com corretagem (são as taxas cobradas pelas corretoras) e perfil do investidor.




Daytrade - Aqui estão classificadas as operações de compra e venda que ocorrem dentro do período de um dia. Este é o menor prazo operacional e pode ser dividido em vários outros, por exemplo, 1 minuto, 15 minutos, 30 minutos, 60 minutos etc.
Swingtrade - Aqui estão classificadas as operações de compra e venda que ocorrem dentro do período de 5 a 10 dias, mas podem durar um tempo maior ou menor. Esta é uma referência para demonstrar o conceito.
Position - Aqui estão classificadas as operações de compra e venda que ocorrem dentro do período de alguns meses.
Buy & Hold - Aqui estão classificadas as operações de compra e venda que ocorrem dentro do período de alguns anos.


O gráfico abaixo ajuda a compreender visualmente cada um dos quatro prazos operacionais. Foi utilizado um gráfico diário em um período de aproximadamente seis meses. As setas indicam um exemplo do tempo de duração do trade em cada prazo operacional e seu respectivo ganho percentual.



Agora que você já sabe as principais diferenças, tem condições de escolher o seu prazo operacional. Não fique mudando de prazo, pois isso certamente causará problemas e prejuízos. Faça vários testes e tenha disciplina para seguir o seu prazo operacional.

Quem desejar conhecer um pouco mais sobre o assunto faça um cadastro grátis em www.nelogica.com.br e depois acesse o link abaixo:

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Indicadores da análise técnica

Para permitir que o trader iniciante ou investidor iniciante entenda as futuras postagens, vamos conhecer três dos principais indicadores disponíveis nos softwares de Análise Técnica: médias móveis, MACD (Moving Avarege Convergence Divergence) e IFR (Índice de Força Relativa). Basicamente há duas categorias de indicadores:


Rastreadores de Tendências. Nesta categoria encontram-se as médias móveis e o MACD. Por serem seguidores de tendências, tais indicadores são mais lentos do que o movimento dos preços, não sendo possível antecipar as reversões de tendências. No entanto, a direção de uma média móvel nos fornece uma segurança maior ao efetuarmos a compra de uma ação. Se a sua inclinação for para cima, há um indicador de tendência de alta e vice-versa. Quando o mercado não está numa tendência definida e encontra-se num movimento mais lateral, a média móvel não é efetiva.


Osciladores. O IFR econtra-se nesta categoria. Os osciladores procuram nos dizer se o mercado já está sobrevendido ou sobrecomprado. Na primeira situação houve uma queda razoável e há uma probabilidade maior dos preços subirem. Na segunda situação houve uma alta razoável e há uma probabilidade dos preços caírem. Ou seja, evite comprar em mercados sobrecomprados e evite vender em mercados sobrevendidos, pois provavelmente você comprará próximo ao final da alta e venderá próximo ao final da baixa.


Vamos conhecer um pouco das Médias Móveis, do MACD e do IFR.


Médias Móveis


São indicadores que rastreiam a tendência. As médias móveis têm esse nome porque em seu cálculo o valor mais novo é adicionado e o mais antigo é eliminado. Sua direção nos mostra se a tendência é de alta, de baixa ou lateral (praticamente não sobe nem desce). Você pode usar médias móveis de diversos períodos, por exemplo: 22 dias, 10 semanas, 6 meses etc. A escolha é individual; faça seus testes. Basicamente há três tipos de médias: simples, ponderada e exponencial. A mais comum é a exponencial que dá maior peso aos valores mais recentes. O exemplo abaixo contém um gráfico semanal de candlestick da VALE5 com duas médias exponenciais de 13 e 26 períodos. Veja como as médias indicam claramente a direção da tendência. Neste exemplo, o sinal de compra ocorre quando a média móvel mais curta (13 períodos) cruza de baixo para cima a média móvel mais longa (26 períodos).




MACD (Moving Avarege Convergence Divergence)


O MACD é um indicador de tendência que utiliza médias móveis na sua composição e pode ser traduzido como Convergência Divergência de Médias Móveis. A linha azul é a linha MACD formada pela diferença de duas médias móveis exponenciais de 12 e 26 períodos. A linha verde é a linha de SINAL formada por uma média móvel exponencial de 9 períodos da própria linha MACD. O sinal de compra é dado quando a linha azul cruza a linha verde de baixo para cima. O sinal de venda é dado quando linha azul cruza a verde de cima para baixo. O padrão de cores pode variar dependendo do software utilizado.




IFR (Índice de Força Relativa)


Este é talvez o indicador mais utilizado na análise técnica. Trata-se de um oscilador que varia de 0 a 100 e mede a relação de forças entre os compradores e os vendedores. Como um padrão da leitura, são traçadas duas linhas em 30 e 70. Na faixa entre 0 e 30, o mercado está sobrevendido (este é um sinal de compra). Na faixa entre 70 e 100, o mercado está sobrecomprado (este é um sinal de venda). Desta forma, quanto maior a força vendedora do mercado, mais próximo de 0 estará o IFR. E quanto maior a força compradora do mercado, mais próximo de 100 estará o IFR.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tipos de gráficos

Há três tipos diferentes de gráficos: linha, barra e candlestick. Todos possuem algo em comum: mostram as variações dos preços ao longo do tempo. Os gráficos podem ter vários períodos: 1 minuto, 5 minutos, 15 minutos, 30 minutos, 60 minutos, diário, semanal, mensal, trimestral, anual etc. Vale ressaltar que o candlestick é o tipo de gráfico mais comum, mas a escolha é individual. Vamos um rápido exemplo de cada um dos três tipos de gráficos. A ação escolhida é o gráfico diário da VALE5.


B1) Gráfico de Linha. Este gráfico mostra apenas o preço de fechamento.




B2) Gráfico de Barra. O gráfico de barra mostra os preços de abertura (barra direita), máximo, mínimo (barra esquerda) e de fechamento. Um dia de pregão pode ser de alta ou de baixa. Um dia de alta tem a barra de abertura acima da barra de fechamento e um dia de baixa tem a barra de abertura abaixo da barra de fechamento.




B3) Gráfico de Candlestick. O gráfico de candlestick mostra os preços de abertura, máximo, mínimo e de fechamento. Assim como um gráfico de barra, um dia pode ser de alta ou de baixa. Um dia de alta tem o corpo do candlestick na cor branca. Já um dia de baixa tem o corpo do candlestick na cor preta. Há diversos softwares de análise técnica no mercado e estas cores são diferentes em cada. Às vezes a alta é apresentada na cor verde e a baixa na cor vermelha.




sábado, 29 de janeiro de 2011

Tendências, suportes e resistências

Para permitir que o trader iniciante compreenda futuros posts, precisamos entender o mínimo da Análise Técnica. Para tanto, vamos estudar rapidamente os principais conceitos e ferramentas usadas pelos analistas técnicos. Assim, o objetivo deste post não é o de ensinar análise técnica; há diversos cursos disponíveis. Em breve divulgarei um curso.


Os analistas técnicos ou grafistas procuram interpretar os gráficos de preços buscando padrões recorrentes para tomar suas decisões de compra e de venda. Estes padrões podem ser encontrados em figuras, tendências de alta e de baixa ou por meio de indicadores. A ideia não é “adivinhar” o movimento do mercado, mas sim identificar o movimento mais provável e tirar proveito desta análise operando com lucro.


Os preços das ações se alternam entre tendências de alta, de baixa e lateral. Para ajudar na identificação das tendências, os analistas técnicos traçam linhas contornando os caminhos dos preços. O exemplo abaixo mostra como as tendências se alternam ao longo do tempo.



Suportes e resistências são áreas no gráfico que sinalizam uma espécie de barreira ao movimento dos preços, fazendo com que uma força contrária seja exercida.

Uma resistência encontra-se no topo de um gráfico e é caracterizada por uma linha de preços que, quando testada, apresenta uma probabilidade de enfraquecer a força compradora dando início a um movimento de baixa. Quando rompido para cima, a resistência torna-se um suporte.

Um suporte encontra-se no fundo de um gráfico e é caracterizado por uma linha de preços que, quando testada, apresenta uma probabilidade de enfraquecer a força vendedora dando início a um movimento de alta. Quando rompido para baixo, o suporte torna-se uma resistência.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Independência financeira

Este é um conceito bastante discutido por diversos autores e críticos. Um dos escritores mais famosos é Robert Kiyosaki, autor do best seller Pai Rico Pai Pobre. Independentemente das diferentes versões existentes, uma boa definição encontra-se descrita no site Clube do Dinheiro:
"Uma pessoa independente financeiramente é aquela que possui recursos e meios suficientes para desfrutar de um determinado estilo de vida sem a obrigação de submeter-se a longas jornadas de trabalho ou de sofrer diversas privações. Perceba bem que nós definimos usando a expressão “determinado estilo de vida”, mas não dissemos qual. Quem determina qual deve ser o seu estilo de vida como pessoa independente financeiramente é você, caro leitor." O texto completo pode ser acessado pelo link abaixo:
Para complementar o seu entendimento, acesse o link abaixo e ouça o comentário de Mauro Halfeld para a Rádio CBN na última sexta-feira, dia 21/01/11. Este é um belo exemplo da aplicação prática do conceito de Independência Financeira alcançada com aprendizado, disciplina e boas decisões de investimento ao longo de vários anos:
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/2011/01/21/AOS-40-ANOS-POSSO-PARAR-DE-TRABALHAR-MAS-NAO-QUERO.htm

sábado, 15 de janeiro de 2011

O que é análise técnica?

A análise técnica é mais utilizada pelo traders pessoas físicas que analisam os históricos dos gráficos de preços de uma ação para suas decisões de compras e de vendas. Há diversos livros e materiais disponíveis, cuja abundância pode levar o trader iniciante a pensar que é impossível aprender algo. Mas na verdade, a regra mais básica e que deve fazer parte do seu dia-a-dia como investidor é: simplicidade. Se você se dedicar a aprender e dominar os princípios básicos, terá mais chances de vencer.

A análise técnica, ou análise gráfica, utiliza os gráficos de preços para identificar o melhor momento de compra e venda de ações (ativos). Suas ferramentas são aplicadas para conhecer os movimentos dos preços e identificar padrões recorrentes. A análise técnica não é uma ciência exata. O que investidor técnico busca ao analisar gráficos e indicadores é aumentar as probabilidades de acertos e de movimentos dos preços a seu favor.

A análise técnica como a conhecemos hoje, é derivada dos trabalhos e estudos de Charles Dow e Edward Jones no início do século XX, os quais eram publicados em um informativo financeiro que mais tarde tornou-se o The Wall Street Journal. Os resultados de seus estudos permitiram concluir que os preços se movem em tendências e que há formas técnicas de identificá-las através do estudo dos gráficos. Apesar de Dow nunca ter publicado um livro a respeito dessas teorias, suas idéias foram divulgadas após sua morte e passaram a ser conhecidas como a Teoria de Dow.

A análise técnica baseia-se em três princípios básicos:
- A história se repete.
- Os preços se movem em tendência.
- Os preços descontam tudo.

A história se repete

Milhões de pessoas movimentam os mercados diariamente tomando suas decisões baseadas em análises, fatos, perfil, estratégia e sentimentos. Cada pessoa tem sua própria maneira de olhar o mercado. Mas um aspecto é comum a todos: o preço de memória. Por exemplo, se você sabe que o litro de leite custa R$ 1,00, saberá que está diante um bom desconto caso o preço esteja em R$ 0,80. Da mesma forma, saberá que o preço está elevado se o litro custar R$ 1,20. Assim é com os investidores. Com o passar do tempo, os padrões, as tendências e os movimentos se repetem.

Os preços se movem em tendência

Para o analista técnico os preços não se movem aleatoriamente. Se isto fosse verdade, os resultados das operações de qualquer trader seriam atribuídos exclusivamente a sorte e investidores de sucesso como Warren Buffet e George Soros provavelmente não teriam feito fortunas. Tendências de alta e de baixa se alternam e se repetem ao longo do tempo. Uma tendência tem maior probabilidade de continuar seu movimento do que revertê-lo. É o princípio da inércia. Portanto, identificar qual é a tendência da ação torna-se o trabalho mais importante do analista técnico.

Os preços descontam tudo

Esta afirmação é a base de toda a análise técnica. Significa que as notícias, os resultados das empresas, as expectativas, opiniões e sentimentos dos investidores estão contidos nos preços. Aqui estão consideradas as variáveis relevantes, tais como: macroeconomia, conjuntura econômica, balanços das empresas, fatores políticos, fatos internacionais e demais aspectos que afetam os preços das ações. Para o analista técnico não interessa saber o porquê dos preços estarem subindo ou caindo. Tudo o que ele deseja saber é: qual o próximo movimento mais provável? Ele investe tempo tentando descobrir e entender como se movimentam os preços de uma ação para saber o melhor momento de comprar ou de vender.

Comprar um carro vs investir em ações

Por que as pessoas têm mais coragem de comprar um carro do que investir em ações?


Este tipo de análise financeira pode e deve ser feita pelo trader iniciante.
Responder esta pergunta não é fácil. Todos nós temos a necessidade de locomoção. Para muitas pessoas, ter um carro pode representar liberdade, independência, privacidade, status social etc.


Cada um tem os seus motivos para adquirir um carro. Em geral, este é um momento de conquista e, muitas vezes, a realização de um sonho. Sabemos que vamos perder dinheiro e mesmo assim nos sentimos felizes.


Mas por qual motivo não nos sentimos da mesma maneira quando vamos comprar ações? Um carro certamente nos fará perder dinheiro, algo entre 35% e 40% ao ano. E a compra de ações pelo investidor iniciante PODE gerar prejuízo, mas não há uma certeza. Aliás, se tivermos um bom método de trabalho, a possibilidade de ganho será bem superior à de perda.


Vamos fazer uma análise puramente financeira, esquecendo todas as variáveis emocionais que envolvem a compra de um carro. O período de tempo se refere aos últimos três anos. Vamos supor a existência de R$ 30.000,00 no dia 28/12/07 investidos em renda fixa. Este dinheiro será alocado em cinco diferentes alternativas e a simulação será encerrada no dia 30/12/10:


a) Compra de um carro popular.
b) Compra de ações da Petrobrás (PETR4).
c) Compra de ações da Vale (VALE5).
d) Compra de ações da Eletrobrás (ELET6).
e) Compra de ações da Cia Hering (HGTX3).


As taxas de inflação foram desconsideradas para facilitar o entendimento. No caso das ações, foram feitas duas transações (uma de compra e uma de venda) ao custo de corretagem e demais taxas da Bovespa no valor de R$ 45,00. A tabela abaixo mostra os resultados finais.




Os resultados falam por si. Apesar do carro ainda valer R$ 21.870,00 os R$ 30.000,00 se transformaram em menos R$ 960,30 (ver quadros no final da postagem). Ou seja, uma perda de mais de 100% do capital inicial.


No caso da Petrobrás, também houve uma perda significativa, mas bem menor do que a perda no carro. A Vale ofereceu um pequeno ganho, mas perdeu da renda fixa. A Eletrobrás ofereceu um bom retorno nos três anos. Já a Cia Hering presenteou o investidor com um capital quase 8 vezes superior aos R$ 30.000,00 iniciais.


O objetivo desta reflexão não é dizer que devemos utilizar os meios de transporte disponíveis e nunca mais comprarmos um carro, mas sim permitir que pensemos nos valores envolvidos, afinal de contas um carro mais simples ou com pouco tempo de uso cumpre a mesma função de um mais luxuoso.


Para quem desejar mais detalhes sobre os cálculos do carro, veja os dois quadros a seguir.


Quadro 1

Quadro 2